18 de abr de 2012

Noticias do FORCINE

Um dos temas abordados no FORCINE- ENCONTRO DO FÓRUM BRASILEIRO DE ENSINO DE CINEMA E AUDIOVISUAL-PUC(RIO) foi “Construindo a Área de Pós Graduação em Cinema e Audiovisual: Acadêmico e Profissional”, em que se  discutiu as intensas transformações na relação do cinema com a tecnologia, e as mudanças desencadeadas nos receptores, assim como na dinâmica dos espaços.
Segundo o prof. Luís Leite (UFF) esse processo afetou o espectador, que antes não sofria nenhuma intervenção física, mas que passa agora a ser bombardeado por um movimento de imagem e som. O filme, antes projetado nas telas de cinema, sai das grandes salas e ganha novos espaços como as paredes de metrô e ônibus.
Tais espaços levam a uma valorização da integração de imagens com uma variedade cotidiana de imagens e telas, proporcionando uma diversidade de situações e encontros em movimentos, uma reprodutividade em grande escala, uma personalização e customização do projeto audiovisual.
Essa intervenção no aspecto da interatividade alterou a mídia imóvel, implicando na popularização das fitas VHS, DVDs, tornando o que era inacessível no cinema, banal e descartável, como podemos comprovar, na fotografia digital (“nunca se tirou tanta fotografia, que ninguém vai ver”).
Paralelo a essa depreciação valorativa do filme, vem uma alteração do consumo, exigindo uma nova consciência à Plataforma Lattes, que perpassa as questões da pós-graduação, e abarca a pesquisa, a crítica e a estética.
Renata

5 comentários:

Adriana Hoffmann disse...

Muito bom a forma e o que comenta... Essa palestra dialoga com a de Dubois não é mesmo Mirna e Joana?

Joana Milliet disse...

Sim, tanto Luís Leite quando Philippe Dubois falam de um novo lugar que o cinema ocupa, que não está mais restrito a sala de projeção ou as telas de televisão. Dubois fala da ocupação dos museus (que ele chama de cinema de exposição) e Leite do cinema nos espaços públicos, nas ruas. O espectador nesses casos passa também a ocupar um lugar diferente...

Adriana Hoffmann disse...

Sim, sim... Muito para vc pensar... Para nós pensarmos juntas!!

Mirna Juliana disse...

Muito interessante como esse conceito de Leite dialoga com o de Dubois. Acho que estamos vivendo um momento outro no cinema, em que agora este vai onde o espectador está, não ficando restrito somente à "passividade" em que antes estava, ao ficar restrito às salas. Acredito que assim seja possível vencer algumas barreiras de espaço que fazem com que nem todos tenham acesso ao mesmo cinema. De repente com esse movimento de ir ao espectador, seja possível diminuir a enorme distância entre cinema e público massa.

Adriana Hoffmann disse...

Bom seu comentário Mirna!!!